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A importância de fazer diferente: como o Assaí inova para ser gigante do varejo alimentar

26 jul 2024

Completando 50 anos em 2024, marca é sinônimo das transformações do consumo do brasileiro na última década; uso de tecnologia e foco nos clientes são marcas da evolução da empresa, que não perde o foco na briga por eficiência.

Nascido como um atacado para atender pequenos e médios comerciantes, restaurantes e outros estabelecimentos, o Assaí completa 50 anos em 2024 como um gigante do varejo alimentar brasileiro – hoje, é o segundo maior grupo do País, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Ao longo dessas cinco décadas, a companhia se transformou em sinônimo do atacarejo no Brasil, a ponto de hoje ter maioria de clientes pessoa física: segundo dados da própria empresa, os consumidores finais são 55% da base, contra 45% de pessoas jurídicas. E, para atender tanta gente, tecnologia e foco são fundamentais.

“Há 50 anos, o atacarejo nem existia, mas há uma grande mudança nos últimos dez anos para atrair o consumidor final – e atender esse público é diferente de atender os empreendedores, porque demanda muito mais serviços e demanda atenção aos detalhes”, explica Rodrigo Callisperis, diretor-executivo de Tecnologia e Inovação do Assaí.

Segundo o executivo, a computação e a sofisticação dos sistemas de abastecimento foram ferramentas fundamentais para a abertura do Assaí a um público mais generalizado. “Antigamente, tudo era vendido em caixa ou engradado, não dava para dividir na caixa registradora. Hoje, com tecnologia, a gente consegue precificar, consegue saber quando precisa reabastecer os produtos, consegue viabilizar as mudanças numa volumetria que faça sentido”, ressalta.

Mais do que apenas consolidar um modelo de serviço e crescer, hoje a tecnologia é o que permite ao Assaí se diferenciar e sair da inércia do mercado. Uma boa parte desse trabalho está ligada à inteligência de dados, uma frente na qual a empresa vem investindo continuamente desde 2017. “Naquela época, percebemos a necessidade de consolidar informações, olhando para aspectos como gestão de estoque, mix de produtos e sortimento”, destaca Callisperis, ressaltando que o uso de dados acontece tanto nos bastidores, dentro dos centros de distribuição da empresa, quanto no contato com os clientes.

No caso da distribuição, armas como inteligência artificial já têm sido utilizadas em alguns dos centros logísticos usados pela empresa para abastecer sua malha de 293 lojas pelo Brasil. Até o final de 2023, a previsão é de que a rede ultrapasse as 300 localidades, atingindo 24 estados e o Distrito Federal e empregando mais de 80 mil colaboradores, que trabalham para atender a uma rede de 35 milhões de clientes por mês.